Com certeza, você já ouviu falar da temida pedras nos rins (também conhecida como nefrolitíase/urolitíase ou cálculos renais). Se você já passou por isso, conhece bem o tamanho do sofrimento: dor intensa nas costas, náuseas, suor frio, a agonia de um pronto-socorro lotado ou até mesmo a ida a um centro cirúrgico. Quem vive um episódio de cólica renal nunca mais esquece. A grande notícia, no entanto, é que as pedras nos rins podem ser evitadas. Entenda a seguir por que elas se formam e o que você precisa fazer para proteger os seus rins de novas crises.
Você sabia que:
- No Brasil, estima-se que 1 a cada 10 pessoas irá sofrer com pedras nos rins em algum momento da vida?
- A incidência é ainda maior entre os homens: 20% deles apresentarão episódios de cálculo renal até os 70 anos de idade?
- A chance de desenvolver pedra nos rins tem aumentado significativamente nos últimos 50 anos?
- Doenças metabólicas, como obesidade e diabetes, estão fortemente associadas à formação de cálculos renais?
Qual médico cuida de pedras nos rins?
No tratamento de pedras nos rins, os principais médicos especialistas no cuidado destes casos são o Urologista e o Nefrologista.
O Dr. Adler Pereira é médico Nefrologista, com residências médicas em Nefrologia e Clínica Médica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), situado na cidade de Campinas SP. Apresenta foco de atuação na área de Nefrologia Clínica, com atendimento direcionado para adultos, com consultas presenciais e por telemedicina.

O Dr. Adler Pereira tem atendido no cuidado de pacientes em ambientes intra-hospitalares e ambulatoriais, como atendimentos em clínicas de diálise e em consultas médicas particulares. Ainda, possui experiência de ter coordenado serviços hospitalares de Nefrologia na região de Campinas e clínicas de diálise na região de Campinas.
Em seu atendimento, o Dr. Adler Pereira prioriza oferecer uma medicina pautada na excelência, a partir de uma avaliação médica dedicada ao histórico do paciente, visando precisão no diagnóstico e um plano de tratamento individualizado. Para tanto, acredita na conexão com o paciente como um pilar fundamental para o bom atendimento médico. Em sua prática clínica, tem a vivência de lidar com pacientes temerosos com a evolução da Doença Renal Crônica. Por isso, o Dr. Adler valoriza o acolhimento ao paciente e sua família por meio de uma escuta ativa e esclarecimento detalhado sobre o quadro clínico.

Como objetivo, o Dr. Adler busca conciliar empatia e excelência médicas em favor do melhor resultado clínico para o seu paciente.




Tive uma crise de pedras nos rins. E agora?
Após a primeira crise de pedras nos rins, o maior temor de quem sofreu com a dor é, sem dúvida, ter que passar por toda essa agonia novamente. E esse medo tem fundamento: a chance de você ter uma nova crise nos próximos 5 a 10 anos é de 50%. Em 20 anos, este risco pode chegar a assustadores 75%.
Para evitar que isto aconteça, primeiro, precisamos entender o que são estes cálculos. De forma simples, as pedras se formam quando pequenas partículas (cristais) presentes na urina se agrupam. Com o tempo, elas crescem e acabam “entupindo” a passagem de urina.
Quando ocorre este entupimento, a urina fica retida, o rim incha e a sua cápsula (a “capa” que o envolve) estica intensamente. É exatamente este inchaço que provoca a dor insuportável, as náuseas e o suor frio.

Fatores que aumentam o risco de novas crises
Algumas características da sua história de vida e da própria pedra aumentam a chance de o problema voltar. Fique atento se você:
- Já teve outros (vários) episódios de pedras nos rins;
- Teve a primeira crise muito jovem;
- Tem histórico de cálculo renal na família;
- Está acima do peso (IMC alto);
- Tem múltiplas pedras, pedras em locais de difícil saída no rim, ou cálculos formados por ácido úrico.
O perigo silencioso: as pedras afetam o corpo todo
O que a maior parte da população desconhece é que o cálculo não é um problema que afeta apenas o rim, isoladamente. O cálculo é, muitas vezes, um sinal de alarme do seu metabolismo, aumentando o risco de desenvolvimento de outras doenças graves:
- Doença Renal Crônica (DRC): ter pedras frequentes pode danificar os rins de forma irreversível, especialmente em mulheres abaixo dos 50 anos.
- Doenças nos ossos (Osteoporose): a causa das pedras e do enfraquecimento dos ossos costuma ser a mesma: a perda excessiva de cálcio pela urina.
- Risco Cardiovascular (risco de infarto e acidente vascular cerebral): pacientes com cálculo renal apresentam maior risco de desenvolver pressão alta e infarto.
Você teve uma crise recente ou tem histórico de pedras na família? Não espere a próxima cólica atacar nem coloque sua saúde geral em risco. [Clique aqui e fale com nossa secretária pelo WhatsApp] para agendarmos uma investigação completa da causa das suas pedras.
Afinal, qual médico procurar: Urologista ou Nefrologista?
Essa é, sem dúvida, a dúvida mais comum entre os pacientes: “Afinal, quem trata as pedras nos rins?”. A resposta é: os dois, mas em momentos diferentes. Eles não competem; pelo contrário, trabalham como uma equipe.
Para ficar fácil de entender, as duas especialidades possuem papéis bem definidos no seu cuidado:
- O Urologista (O especialista da crise): É o médico cirurgião. Se a pedra está entupindo o seu rim e você está com dor aguda, é ele quem você deve procurar primeiro. Ele é o responsável por retirar o cálculo (seja por cirurgia a laser, quebra da pedra ou uso do cateter Duplo J), garantindo o alívio imediato e a desobstrução da urina.
- O Nefrologista (O especialista da prevenção): É o médico clínico e investigador. Depois que você expeliu a pedra (ou passou pela cirurgia), é o nefrologista quem entra em cena para responder à pergunta mais importante: “Por que essa pedra se formou?”. Nosso foco é investigar a fundo o seu metabolismo para tratar a causa raiz (seja diabetes, síndrome metabólica ou excesso de cálcio e ácido úrico na urina), garantindo que você não precise voltar para a mesa de cirurgia no futuro.
Você já operou ou conseguiu expelir a sua pedra recentemente? O próximo passo é não deixar que uma nova pedra se forme. [Clique aqui e fale com a nossa secretária pelo WhatsApp] para agendarmos uma investigação completa da causa das suas pedras.
Por que eu tenho pedra nos rins e outras pessoas não?
É muito comum receber pacientes no consultório carregando um forte sentimento de culpa. Eles costumam dizer: “Eu deveria ter bebido mais água” ou “Meu pai tinha pedras, então é o meu destino, vou ter que me acostumar com essa dor”.
Mas a verdade é que ter pedra nos rins é uma condição complexa e não é culpa sua, assim como não é uma sentença com a qual você precisa conviver. Beber água é fundamental, mas o problema vai muito além disso.
Imagine que a sua urina é como uma balança que precisa estar em perfeito equilíbrio. De um lado, temos substâncias que formam as pedras (os vilões); do outro, temos substâncias que dissolvem os cristais (os protetores). A pedra se forma quando essa balança pende para o lado errado.

Fatores que “fabricam” as pedras (Promotores):
- Excesso de minerais: Quantidades elevadas de cálcio, sódio (sal) e ácido úrico sendo eliminadas na urina.
- Urina muito concentrada: Falta de água suficiente para diluir as impurezas, o que facilita o agrupamento dos cristais.
- Fluxo lento e infecções: Alterações na anatomia do rim ou bactérias que alteram a acidez da urina.
Fatores que “bloqueiam” as pedras (Protetores):
- Citrato e Magnésio: São os “escudos” naturais do nosso corpo. O citrato, por exemplo, se liga ao cálcio na urina e impede que ele vire uma pedra. Muitas pessoas que sofrem com cálculos frequentes têm, na verdade, uma deficiência genética ou metabólica de citrato!
- Boa diluição urinária: Urina clara e abundante, que “lava” os rins constantemente.
Além destes fatores , existem particularidades de cada pessoa que podem influenciar adicionalmente no equilíbrio desta balança, como doenças genéticas (a exemplo da cistinuria e da hiperoxaluria primária) e alterações das formas dos rins (como o rim espongiomedular, a doença renal policística e divertículos uroteliais).
É exatamente por isso que cada paciente é único. Para curar o problema, não basta apenas mandar você “beber mais água”. O papel do nefrologista é solicitar exames específicos de sangue e de urina (como a urina de 24 horas) para descobrir exatamente o que está desequilibrado na sua balança e corrigir isso com o tratamento certo.
Cansado de ouvir apenas “beba mais água” sem resolver o problema? [Clique aqui e converse com nossa equipe pelo WhatsApp] para agendarmos a sua avaliação metabólica em Campinas.
Mitos e Verdades sobre a alimentação de quem tem cálculo renal
Cortar alimentos com cálcio (leite e derivados) ajuda? (MITO)
A lógica parece simples e convincente: se a pedra é formada por cálcio, basta ingerir menos cálcio, certo? Não! Por mais que pareça fazer sentido, esse raciocínio está totalmente errado.
Em primeiro lugar, se você reduz o consumo de alimentos com cálcio, o seu corpo começa a retirar o cálcio que está armazenado nos seus ossos. A longo prazo, este saque pode levar ao enfraquecimento da estrutura óssea, o que pode causar osteoporose, especialmente em mulheres e idosos.
Em segundo lugar, cortar o cálcio é um verdadeiro tiro no pé para os rins. No nosso intestino, o cálcio funciona como “ímã” que se prende a outra substância chamada oxalato, eliminando-a nas fezes. Se o cálcio estiver faltando em sua alimentação, este oxalato livre é absorvido para o sangue, indo diretamente para a urina, onde se aglomera e forma…adivinhe? Novas pedras.
Desta forma, se você tem pedras nos rins, sua ingestão de cálcio na alimentação deve ser normal e balanceada. Restringi-lo, de forma inadvertida, trará prejuízos graves, tanto para os seus rins quanto para os seus ossos.
Vitamina C em excesso causa pedra nos rins? E a vitamina D? (VERDADE/DEPENDE)
É muito comum receber no consultório pacientes tomando suplementos de vitamina C por conta própria, buscando melhorar a imunidade (contra gripes, resfriados etc). No entanto, o que poucos sabem é que, em vez de trazer benefícios, esse excesso é um “prato cheio” para a formação de cálculos renais.
Quando você consome aquelas pastilhas efervescentes ou cápsulas de vitamina C em altas doses, o seu corpo transforma esse excesso em oxalato. E como vimos no tópico anterior, o oxalato vai direto para a urina, onde se junta ao cálcio e forma novas pedras. Por isso, a regra é clara: não recomendamos suplementação de vitamina C para quem tem histórico de cálculo renal.
E a Vitamina D? Aqui a história é um pouco diferente. Em doses normais e com indicação médica (para manter a saúde dos ossos, por exemplo), a vitamina D é segura e tem risco baixíssimo de causar pedras.
O grande perigo é a “moda” das megadoses. Temos recebido muitos pacientes usando doses altíssimas (e desnecessárias) de vitamina D, muitas vezes iludidos por promessas milagrosas na internet. Cuidado! A intoxicação por vitamina D joga uma quantidade enorme de cálcio na sua urina, provocando pedras nos rins rapidamente. Pior ainda: essa intoxicação pode levar meses para ser eliminada do corpo.
Você faz uso de suplementos e vitaminas e tem medo de prejudicar seus rins? Não arrisque sua saúde por conta própria. [Clique aqui e converse com a nossa secretária pelo WhatsApp] para agendarmos a sua avaliação e ajustarmos o que realmente faz bem para você.
Chá de quebra-pedra funciona para pedras nos rins? (DEPENDE)
O chá de quebra-pedra, feito com uma plantinha encontrada em muitos quintais de avó no Brasil, é uma das receitas mais conhecidas da nossa cultura popular. Certamente, se você já teve cólica renal, já ouviu de um familiar ou vizinho: “toma chá de quebra-pedra que resolve”.
No entanto, o mito começa pelo próprio nome. O chá não tem o poder de “quebrar” uma pedra já formada. O que a planta realmente parece fazer é relaxar as vias urinárias (o que pode aliviar a dor) e dificultar que os cristais soltos na urina se agrupem.
O grande perigo — e o que mais preocupa o nefrologista — é que muitos pacientes passam a depender exclusivamente de chás como esse e deixam de investigar a verdadeira causa do problema. Existem pessoas que passam anos sofrendo com crises repetidas, tomando apenas remédios caseiros. Infelizmente, quando finalmente buscam ajuda médica, pode ser tarde demais: os rins já estão com cicatrizes e danos irreversíveis.
Outro ponto fundamental é a segurança. Para o médico prescrever um tratamento, ele precisa ter certeza da dose e de que aquilo não fará mal ao paciente. No caso do chá feito em casa, é impossível controlar a pureza das folhas, a concentração exata dos princípios ativos ou até mesmo prever toxicidades desconhecidas para o seu fígado e rins.
Por isso, muito melhor do que apostar no escuro com chás é procurar um nefrologista para cuidar da sua saúde renal com segurança.
Você tem tomado chás para tratar crises repetidas de pedras nos rins? Cuidado, pois você pode estar camuflando um problema maior e colocando seus rins em perigo. [Clique aqui e converse com a nossa secretária pelo WhatsApp] para agendarmos a sua avaliação em Campinas e descobrirmos o tratamento correto (e seguro) para o seu caso.
O Sal é o grande vilão? (VERDADE)
Você certamente já ouviu falar que o sal em excesso é prejudicial para a saúde, em especial para pacientes com pressão alta. Mas você sabia que ele também é um dos maiores inimigos da saúde renal?
Independente do tipo (sal refinado, sal marinho, sal rosa do Himalaia ou sal grosso), o sódio presente nesses temperos age da mesma forma no nosso corpo. Quando o excesso de sódio precisa ser eliminado, ele acaba “arrastando” o cálcio junto com ele para a urina. Esse aumento da concentração de cálcio na urina é um dos principais gatilhos para a formação de novas pedras.
Desta forma, pacientes com histórico de pedras nos rins devem ter atenção redobrada ao que consomem. E o perigo vai muito além do saleiro na mesa ou de perceber que uma comida está salgada ao paladar. Hoje, a indústria alimentícia esconde enormes quantidades de sódio em produtos ultraprocessados, usando-o como conservante ou até mesmo para realçar o sabor de alimentos doces, como biscoitos e refrigerantes.
Ficou confuso sobre o que pode ou não pode comer para proteger seus rins? O ajuste da dieta deve ser feito de forma inteligente, sem restrições desnecessárias, mas com foco no que realmente funciona para o seu metabolismo. [Clique aqui e converse com nossa equipe pelo WhatsApp] para agendarmos a sua consulta e montarmos um plano seguro para você.

Como é feita a investigação para quem tem pedras nos rins?
Seja logo após superar uma crise dolorosa, ou até mesmo se você descobriu o problema por acaso (em um ultrassom de rotina, por exemplo), o passo seguinte é o mais importante da sua jornada: a investigação com o nefrologista.
No consultório, o nosso objetivo vai muito além de apenas olhar para a pedra. Nós precisamos entender como o seu corpo funciona por dentro. Nossa meta é descobrir exatamente por que o seu organismo está “fabricando” esses cálculos, verificar se existe alguma outra doença silenciosa por trás disso e, principalmente, avaliar se essas pedras já causaram algum dano ou cicatriz aos seus rins.
Para montar esse quebra-cabeça, utilizamos três pilares de investigação:
- Exame de Urina de 24 horas (O mapa do seu metabolismo): É aqui que a mágica do diagnóstico acontece. Ao analisar a urina de um dia inteiro, conseguimos medir a quantidade exata dos “vilões” (cálcio, sódio, ácido úrico, oxalato) e dos “protetores” (citrato e magnésio). Também medimos a acidez (pH) da urina. Com esses dados em mãos, o nefrologista descobre como ajustar a sua dieta e quais medicamentos usar para impedir a formação de novos cristais.
- Exames de Sangue: Funcionam como um painel de controle da sua saúde geral. Eles nos permitem avaliar como está a capacidade de filtração dos seus rins e investigar doenças ocultas, como o diabetes ou problemas em glândulas (como o hiperparatireoidismo, uma doença silenciosa que retira o cálcio dos ossos e o joga na urina).
- Exames de Imagem: Se os exames laboratoriais mostram por que a pedra se formou, os exames de imagem (como o ultrassom e a tomografia) mostram onde elas estão. Eles mapeiam o tamanho e a localização exata das pedras. Em casos específicos, exames como a cintilografia nos ajudam a avaliar detalhadamente se a obstrução gerou alguma cicatriz ou perda de função no rim.
A avaliação nefrológica não entrega “receitas de bolo”, mas sim um plano de tratamento feito sob medida para o seu corpo.
Chega de viver com medo da próxima crise de cólica renal. Se você busca um especialista para investigar a fundo a causa das suas pedras e proteger a sua saúde, [clique aqui e converse agora com a nossa secretária pelo WhatsApp] para agendar a sua avaliação em Campinas.
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